
II
CONGRESSO DA AMOG
Fotos e matéria por Ana Lúcia Amaral
Maciel
O II Congresso da AMOG foi excelente
e proporcionou a nós, educadores, momentos importantes de reflexão
e questionamentos. O evento aconteceu em Guaxupé – MG entre
os dias 10 a 12 de março e contou com um grande número
de congressistas, sendo a maioria pertencente às cidades mineiras
que integram a AMOG. As coordenadoras da Rede Municipal da EMEB-P “Prof.
José Barreto Coelho”, Rosimara Negri Gomes (Ciclo I e II)
e Rogéria Breda Veronezi (Ensino Médio) e eu, Ana Lúcia
do Amaral Maciel, coordenadora da área de Arte das escolas da
Rede, tivemos a satisfação de estarmos presentes ao evento.
A Conferência de Abertura foi proferida pelo Prof. Nilbo Nogueira
que tratou da Educação Emocional: Perspectivas para uma
prática pedagógica, onde inteligentemente deu uma cutucada,
dizendo que primeiro precisamos tratar a nossa inteligência emocional,
ou seja, iniciar todo esse processo, primeiramente em nós. O
segundo momento da noite, foi a palestra Professor: enfrente seus medos
e alcance o sucesso profissional, com o conferencista Fábio Fernandes,
que se encontra entre os conferencistas mais requisitados da atualidade
em razão de sua formação eclética, experiência
profissional e abrangência dos temas de suas palestras, que apresentam
conteúdo Prático e Motivacional. Alegre, divertido e bastante
acolhedor, assim é Fábio. As duas conferências vieram
de encontro com tantas buscas e questionamentos que permeiam a nossa
inquietação enquanto educadoras e seres humanos.
Na sexta-feira não foi diferente. A primeira palestra da manhã
foi com a pesquisadora e educadora Cleo Fante, que falou sobre O fenômeno
Bullying e a Violência nas Escolas: O que fazer? Alertando-nos
que nem tudo é Bullying e que ele nasce da intolerância,
do desrespeito ao diferente e que é violação dos
direitos da educação, saúde e moral. Em síntese,
é uma forma de violência gratuita e cruel, onde os mais
fortes convertem os mais fracos em objetos de diversão e prazer,
através de “brincadeiras” que disfarçam o
propósito de maltratar e intimidar. Um caminho para combater
tal violência seria a educação para uma Cultura
de Paz. Ainda no período da manhã, a segunda palestra
Avaliação, Seleção de Conteúdos e
Aprendizagem: a espinha dorsal do ensino com a professora Sandra Bozza,
que com seu vasto currículo, diz com orgulho que é professora
atuante até os dias de hoje e declara que seu maior prazer é
partilhar, seja com alunos ou educadores, o que aprendeu na imensa travessia
que é a vida, e faz isso com maestria. Dona de uma didática
fantástica, Sandra Bozza traz pra si toda a atenção
e não deixa que nenhum educador se disperse durante sua impecável
apresentação. Iniciou sua palestra com uma música
da Lecy Brandão que diz “ É na sala de aula que
se muda uma Nação”... faz todas as ligações
necessárias para entendermos a trilogia avaliação–conteúdos–aprendizagem
e ainda, extremamente perspicaz, insere em seus slides as famosas esculturas
de Frans Krajcberg, artista plástico polonês, naturalizado
brasileiro, que usa em suas obras raízes e troncos calcinados,
mostrando o real sentido da transformação; dar vida ao
que já não a tem. Sandra brilhou e encantou a todos, com
certeza!
Depois de um bom almoço, mais duas palestras nos aguardavam.
A primeira da tarde foi com o espanhol Carlos Aguerrea, educador e sacerdote,
que falou sobre Na sociedade atual, é possível educar
nos limites? Levou-nos a refletir dizendo que “o problema dos
limites está diretamente relacionado com os problemas dos desejos
e das necessidades” e, assim, teceu seu discurso, buscando junto
aos educadores maneiras de enfrentarmos os limites e as necessidades
do ser humano. A última palestra do dia foi Desenvolvendo as
competências na educação básica com a simpática
Profª Lucilia Panisset, que abrangeu as gerações
e suas conseqüentes mudanças e disse que “precisamos
mais do que conteúdos ... precisamos de competências”.
Abordou Delors, relembrando-nos os 4 pilares da Educação
para o Século XXI, que são o Aprender a CONHECER, Aprender
a FAZER, Aprender a SER e Aprender a CONVIVER. Discorreu entre tantos
tópicos a importância das Neurociências: “O
segredo da aprendizagem reside em nosso cérebro, que armazena
todas as nossas experiências de vida, emoções, sensações;
enfim; tudo o que aprendemos. Seu limite de armazenagem é inesgotável
e você pode processar a informação através
da linguagem, além de colocar emoção e criar uma
forma de comunicação adequada ao seu estilo de viver,
pensar e interpretar a realidade”, portanto, é preciso
ressignificar o papel da escola!
Chegou o sábado e com ele o último dia do Congresso. O
dia seria cheio; afinal, mais 4 palestras na agenda. O Profº Vinícius
Catão iniciou o dia com Novas estratégias de ensino para
potencializar a aprendizagem, abrangeu os seguintes tópicos:
* A Educação do Futuro e o Futuro da Educação:
perspectivas e desafios; * A (re)construção dos saberes
na Escola; * Estratégias de Ensino para uma aprendizagem significativa;
* Informação – Conhecimento – Saber: construindo
sentidos na Escola; * O desafio das novas escol(h)as: construindo um
caminho possível. O cara é bom, seguro, dominou legal,
segurou a onda e as suas duas horas disponíveis para as colocações,
passaram num piscar de olhos. A Profª Cristina Cruvinel falou de
outro assunto de fundamental importância, o Projeto Político
Pedagógico. Segundo ela, “nomenclatura adotada por quem
assume compromisso com a transformação social e que acredita
que a escola pode ser uma de suas instâncias propiciadoras”
sendo “um processo permanente de reflexão e discussão
dos problemas da escola, na busca de alternativas viáveis à
efetivação de sua intencionalidade, que não é
descritiva ou constatativa, mas constitutiva”.
Na segunda parte do dia o aguardado Profº Drº Vasco Moretto,
e O Papel do Erro na Avaliação Escolar: como transformá-lo
em conhecimento, foi mais um show educacional. Que maravilha, quanta
sabedoria e conhecimento trouxe esse professor. Começou analisando
o foco do erro a partir de dois pontos de vista: moral e ético,
e fez a platéia pensar, refletir e sentir até um friozinho
na barriga quando brincou dizendo que faria perguntas para os presentes.
Olha aí o medo de sermos avaliados, também. Didaticamente
mostrou a doxologia versus a epistemologia sobre o erro e, provou que
nós, educadores, muitas vezes com certas perguntas descontextualizadas
induzimos os alunos ao erro. Para finalizar, o Profº Dirceu Moreira,
que desenvolve palestras e cursos em empresas e escolas voltadas ao
potencial humano e trouxe a palestra Motivação e Aprendizagem:
responsabilidade de quem? Muito bom também em seus propósitos
e mais uma vez sentimos a importância de estarmos atentos às
mudanças, e querermos que estas aconteçam.
Não poderia deixar citar e de parabenizar as apresentações
artísticas que aconteceram nos três dias do evento, sendo
que na abertura tivemos a apresentação de um coral infantil,
do Projeto Caju, da cidade de São Pedro da União; na sexta-feira,
a apresentação de dança de Juruaia e no sábado
a ótima Banda da cidade de Arceburgo, que tem como professora
nossa amiga, Suzana Bevilaqua. O evento foi finalizado com sorteio de
diversos brindes que alegrou os contemplados.
Parabéns ainda a Conexa Eventos, na pessoa da Simone e Éder
e a AMOG por tão excelente Congresso, e que venha o terceiro!
Eventos como este, não dá para ficar de fora!
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